Desafio de Gestão: Caixa integrado ao Planejamento Corporativo

Nem sempre as políticas e premissas financeiras aplicadas nos cenários e rolagens de orçamento de curto e médio prazo garantem que os fluxos apresentados, no caso os projetados, estão dentro da realidade da Área Financeira.

planejamento corporativo e ambiente transacioanl ERP

Se analisarmos um pouco mais friamente, dentro de um ambiente colaborativo, conforme demonstra a figura acima, a ratificação dessas políticas e premissas deve partir da própria área que operacionaliza o caixa no dia-a-dia. Esse seria o passo inicial, ou seja, políticas financeiras utilizadas para a formatação do Planejamento Corporativo, alinhadas e atestadas pela Área Financeira.

A falta dessa aproximação, além de possibilitar equívocos e falhas no Planejamento Corporativo (Controladoria), cria um abismo entre este e a Gestão de Caixa de curto prazo (Área Financeira).

Então, por que não tornar o processo ainda mais colaborativo?

Até mesmo para termos uma melhor acuracidade e certeza de que as premissas adotadas, embasadas pelas políticas financeiras estão condizentes, nada mais justo do que trazer as movimentações financeiras já realizadas para, além de compararmos com as projeções executadas, também realizar as rolagens para análises de médios e longos prazos.

O que assusta é a existência de Planejamentos Corporativos sem qualquer comunicação com planos financeiros para as análises de impactos, novos direcionamentos e tendências.

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Alternativas existem, a figura acima exemplifica algumas formas de tornar o processo totalmente integrado:

•  Integração ao Sistema de Gestão (ERP) ou Solução Específica que atenda o dia-a-dia financeiro.

•  Customizar as informações do Sistema de Gestão (ERP) para atender determinado formato da Modelagem Econômico-Financeira.

•  Ou até mesmo, para quem possui a gestão em planilhas de controle interno, o compartilhamento ou repasse das informações à Área de Planejamento para esta padronizar na Modelagem Econômico-Financeira.

O planejamento financeiro deve ser visto como um processo contínuo

Por que existem Organizações que mantém o controle orçamentário e suas projeções baseados somente nos Demonstrativos Econômicos?

 

Como é possível identificar se o real desempenho está dentro das expectativas sem o acompanhamento eficiente e simultâneo da situação financeira?

Todos nós sabemos que o fluxo de caixa é o termômetro para a análise de curto prazo. Então, por que não impactar o planejamento corporativo, enviando as informações realizadas e, em troca, receber a movimentação projetada para ser diluída ou desdobrada em dias e semanas, garantindo assim uma gestão com maior acuracidade no curtíssimo prazo?

A figura abaixo sintetiza exatamente essa reciprocidade, muitas vezes não percebidas pelos atuais gestores.

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O simples fato de iniciar esse exercício diminui o abismo (curto e médio prazo) para a gestão do dia-a-dia, melhora a assertividade do planejamento do fluxo de caixa de médio prazo, garantindo o cumprimento dos objetivos de médio e longo prazo para a Gestão Financeira Corporativa.

Mais do que um desafio, é um exercício que remete à aprendizagem e a melhoria: buscar uma convergência entre a extrapolação do médio/longo prazo, com o que realmente está acontecendo no dia-a-dia. O grande objetivo é ter um fluxo de caixa alinhado com o planejamento corporativo, permitindo a análise de ocorrência, tendência e a extrapolação de cenários alternativos.

 

*A abordagem feita aqui não tem como objetivo realizar qualquer apologia sobre qual é a melhor prática ou o que é determinante para a boa Gestão de Tesouraria/Operações Financeiras, mas sim, alertar e demonstrar que são possíveis aproximações e convergências entre os planos de médio prazo do Planejamento Corporativo, com o que vem acontecendo no dia-a-dia da Gestão Financeira.

 

Gerente de Pós Venda e Relacionamento da Gesplan S/A
Bacharel em Ciências Contábeis, com Especialização em Finanças. Atua na Área de Finanças Corporativas há mais de 15 anos.

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