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Hedge Cambial: Como proteger as finanças da empresa das variações cambiais

10 Setembro 2019

Diante de um horizonte carregado de incertezas políticas e econômicas, é natural que as empresas se antecipem e adotem estratégias para se proteger de oscilações mais bruscas nos mercados.

Desde que o receio mundial se tornou patente com as ameaças protecionistas e os sinais de desaceleração em economias desenvolvidas, a volatilidade do câmbio passou a preocupar mais o setor corporativo, dado o seu poder destrutivo sobre as finanças.

Em momentos como esse, a demanda por operações de hedge tende a aumentar significativamente. É o que vem ocorrendo desde o início desse ano.

Já no primeiro trimestre, o empresariado entrou em estado de alerta com as operações via contratos de câmbio a termo, que crescerem mais de 17% em relação a 2018, superando a marca de US$ 38 bilhões, segundo a B3.

Por outro lado, só no mês de agosto, o dólar subiu mais de 8% chegando a R$ 4,17, uma das maiores altas mensais desde setembro de 2015. Naquela época, a recessão técnica no Brasil e a desaceleração da economia chinesa levaram a moeda à máxima histórica nominal, de R$ 4,20.

Diante disso, as operações de hedge cambial são a opção mais viável.

O que é Hedge Cambial

O termo hedge vem do inglês e, na área comercial, significa algo como cobertura ou salvaguarda. Assim, o hedge pode ser definido como uma estratégia de proteção financeira realizada nos mercados derivativos para eliminar o risco de exposição no mercado à vista.

No caso do hedge cambial, trata-se da estratégia para proteger do risco de grandes oscilações no câmbio, tendo em vista que uma série de despesas e de receitas em moeda estrangeira, previstas para uma data futura, só serão convertidas em moeda nacional pela taxa de câmbio presente.

No caso do hedge cambial, trata-se da estratégia para proteger do risco de grandes oscilações no câmbio, tendo em vista que uma série de despesas e de receitas em moeda estrangeira, previstas para uma data futura, só serão convertidas em moeda nacional pela taxa de câmbio presente.

Empresas que transacionam em moeda estrangeira precisam evitar que suas receitas sejam corroídas pela valorização repentina da moeda nacional, ou que as despesas cresçam demais em caso de depreciação, afinal, as variações cambiais intensas podem comprometer seriamente o equilíbrio do fluxo de caixa.

Nesse sentido, além de oferecer proteção em relação às contas a pagar e garantir determinada margem de lucro em transações envolvendo câmbio, as operações de hedge cambial também permitem resguardar empresas quanto aos ativos e passivos em moeda estrangeira.

Instrumentos de Hedge

Existem diversos tipos de instrumentos que podem ser utilizados para fazer hedge cambial. A seguir, veremos como funcionam o contrato a termo, contrato futuro e opções sobre taxa de câmbio.

Contrato a termo de moeda é aquele em que duas partes assumem um compromisso de compra e venda de moeda estrangeira em uma data futura predeterminada. Nele, além do valor e da data, se estabelece o volume a ser transacionado.

Esse tipo de operação é bastante utilizado por empresas exportadoras, importadoras e companhias com ativos e/ou passivos em moeda estrangeira.

A sua desvantagem fica por conta da baixa liquidez do contrato e do risco de crédito mais alto do que outros instrumentos.

O contrato futuro é semelhante ao contrato a termo, mas enquanto o contrato a termo é liquidado apenas na data de vencimento, o contrato futuro exige que os compromissos sejam ajustados a cada dia. Nele, os valores e datas também são sempre padronizados, no primeiro dia útil do mês de vencimento.

Então, além de ter o custo de operação mais elevado, o contrato futuro pode gerar instabilidade no fluxo de caixa por exigir que as perdas e ganhos para cada parte sejam liquidadas diariamente.

Por outro lado, esse tipo de contrato tem uma liquidez bastante elevada, o que permite encerrar a posição assumida mais facilmente.

Por fim, o contrato de opções sobre taxa de câmbio estabelece o direito de comprar ou vender moeda estrangeira numa data futura, mas não exige que a operação seja executada.

Nesse caso, para ter a opção de comprar uma quantia padrão de moeda estrangeira por determinado preço, o comprador da opção paga o chamado prêmio. No vencimento do contrato, sem qualquer custo extra, ele decide se compensa efetuar ou não a transação.

Em um contrato de opções, é importante lembrar que as perdas do comprador estão sempre limitadas pelo valor do prêmio pago, enquanto a parte que se compromete a vender, caso a opção seja feita, está exposta a riscos ilimitados.

Custo mais baixo

Uma condição importante para que as empresas se utilizem mais ou menos dos instrumentos de hedge cambial disponíveis é a taxa básica de juros.

Ela influencia o custo dos contratos, que é atrelado à diferença entre a taxa de juros prefixados para determinado período no Brasil e a taxa de juros em moeda estrangeira, o chamado cupom cambial.

Nesse sentido, o Brasil está hoje nos menores níveis históricos do custo de hedge, devido ao menor valor histórico da taxa básica de juros.

E diante da perspectiva de que a Selic deve cair ou mesmo se manter em torno de 6%, a tendência é que o custo das operações de hedge cambial caia acompanhando os juros mais baixos no Brasil.

Assim, tanto as incertezas externas e o aumento da volatilidade nos mercados mundiais, quanto as condições internas, principalmente, de juros baixos, devem levar as empresas a considerar cada vez mais o uso de instrumentos de hedge cambial até que o cenário, como um todo, se estabilize mais.

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