Projeções econômicas 2019: Sua empresa já planejou os cenários possíveis?

A cada ano que se inicia são realizadas inúmeras projeções econômicas que buscam orientar o mercado nas suas operações corporativas e estratégias de negócios.

Essas projeções são traçadas com base em cenários passados, a conjuntura micro e macroeconômica atual e, a partir daí, são estabelecidas as curvas de tendência dos principais indicadores.

Embasados nessas projeções econômicas, as empresas têm os principais dados para planejarem o Capex — Capital Expenditure, o Opex — Operational Expenditure e os demais elementos que compõem o seu orçamento anual. Além disso, utilizam essas informações como base para a tomada de decisão estratégica de todo o empreendimento.

Confira neste artigo as principais projeções econômicas de 2019 e saiba como elas podem te ajudar no processo decisório para gerar vantagens ao negócio.

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Reforma da Previdência

Esse é um dos acontecimentos mais esperados para 2019. Mas você deve estar se perguntando: por que a Reforma da Previdência é uma projeção econômica que afeta nas decisões da minha empresa?

A Reforma da Previdência irá gerar fortes impactos na economia brasileira que, em consequência, refletirá no mercado empresarial nacional. Estima-se que o déficit com a previdência em 2019 pode chegar a R$300 bilhões e, com isso, haverá um forte desequilíbrio econômico, que acarretará a falta de interesse na aplicação de capital estrangeiro no Brasil, por parte dos investidores.

Com isso, as decisões estratégicas empresariais devem ser tomadas com cautela, de modo a antever qualquer tipo de acontecimento que não seja favorável do ponto de vista econômico, evitando o endividamento, aumentando a liquidez e fazendo provisionamentos. Essas estratégias farão com que a empresa se prepare para os cenários prováveis.

Selic e IPCA

As projeções para esses dois indicadores são fundamentais para a tomada de decisão no que diz respeito às taxas de juros que permeiam o empreendimento em suas decisões de tomada de capital de giro, bem como da sua definição da política de preços na comercialização de produtos e serviços.

Até a data do fechamento deste artigo e de acordo com o Relatório Focus do Banco Central do Brasil, a projeção para a Selic — Sistema Especial de Liquidação e Custódia é de 6,5% a.a. e o IPCA — Índice de Preços ao Consumidor Amplo é de 3,87% a.a.

O que isso significa para a tomada de decisão estratégica? Vejamos a seguir:

A Selic para 2019 se mantém no mesmo patamar de 2018 (6,5% a.a.) e isso significa que, provavelmente, em 2019, as empresas terão as taxas de juros na tomada de linhas de crédito e capital de giro bem semelhante ao que foi praticado no ano passado.

Isso também se aplica aos investimentos indexados pela taxa Selic e pelo CDI — Certificado de Depósito Interbancário, principalmente, os do segmento de renda fixa.

Essa paridade possibilita a previsão e provisão orçamentária de forma mais próxima do real, evitando imprevistos e imobilização de capital de forma desnecessária.

Já, o IPCA, subiu de 3,75% em 2018 para uma projeção de 3,87% em 2019. Embora seja uma oscilação pequena (apenas 0,12%), qualquer variação da inflação gera impactos nos preços dos bens de consumo e serviços.

Por isso, esse indicador deve ser acompanhado de perto, para que a sua empresa possa agir de forma proativa nas atividades de precificação com foco em obter uma boa margem de lucro e, ao mesmo tempo, ter competitividade no mercado em que atua.

PIB, níveis de vendas e câmbio

O ano de 2018 fechou com alguns resultados positivos e isso elevou o nível de expectativas para 2019, que apresenta projeções otimistas para o PIB — Produto Interno Bruto, os níveis de vendas e a taxa de câmbio (dólar).

O PIB para 2019 aponta um crescimento de 2,5% — um resultado que reflete a diminuição da taxa de desemprego e inadimplência. Assim, com uma produção maior, também é estimado o aumento das vendas que, de acordo com a CNC — Confederação Nacional de Comércio, projeta um crescimento de 5,2% para o varejo em 2019.

Toda essa movimentação positiva da economia brasileira proporciona a valorização da moeda nacional e dos investimentos no Brasil, que em consequência, gera uma diminuição da taxa de câmbio — com a projeção do dólar em R$3,70, contra a média de dezembro de 2018 que ficou em R$3,88 — um fato relevante que diminui os custos de importação.

 

Todo esse cenário atua fortemente no processo de tomada de decisão estratégica, afinal, o Brasil vivenciava uma forte recessão. Desse modo, as estratégias e tomada de decisão devem ter a visão de retomada de crescimento, ou seja, investir para continuar crescendo. Além disso, vale ressaltar que, com a estimativa do aumento do consumo a sua empresa deve estar preparada para atender as demandas e necessidades de consumo do seu público.

Sua empresa está preparada para essas projeções e retomada do crescimento da economia brasileira? Compartilhe conosco suas visões de mercado e como toma as suas decisões estratégicas diante desses indicadores!

Autor: Rafael Lima

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