Controladoria orientada a dados: por que sua empresa precisa dessa virada?

Não é de hoje que sabemos que há muitas ferramentas tecnológicas que podem ser aplicadas à gestão de finanças e tesouraria. O próximo passo a ser dado é ter uma controladoria orientada a dados, ou seja, fazer o uso consciente e estratégico das aplicações para análises profundas e decisões assertivas.

Sobre isso vamos ajudá-lo a refletir neste artigo. 

Continue lendo para entender o conceito de controladoria orientada a dados e o que você pode fazer para alcançar isso em seu negócio!

O que é controladoria orientada a dados

Uma gestão orientada a dados refere-se à prática de coletar dados, analisá-los e basear as decisões em insights derivados das informações. Esse processo contrasta fortemente com a tomada de decisões baseada no histórico, na tradição ou na teoria. 

As decisões orientadas a dados são mais objetivas e podem ser facilmente avaliadas de acordo com seu impacto nas métricas da área.

Sob o guarda-chuva da gestão orientada a dados estão estratégias como análises de Business Intelligence, Big Data, modelagem de dados e processamento analítico. 

Dito assim, parece que trata-se de algo que requer grandes conhecimentos técnicos, mas não é isso. A ideia é fazer o uso da gama de ferramentas que a maioria das empresas já possuem para uma abordagem ainda mais analítica.

Logo, quando falamos de controladoria orientada a dados, estamos nos referindo a uma gestão mais analítica de contabilidade, tesouraria, finanças e outras frentes — de acordo com cada organização. É o desenvolvimento de habilidades de processamento, análise e visualização de dados para decisões ainda mais inteligentes e em tempo hábil.

Como tornar a controladoria da sua empresa mais orientada a dados

Confira, a seguir, alguns passos iniciais que vão lhe ajudar a tornar sua gestão de controladoria orientada a dados.

Estreite o relacionamento com a TI

Você não precisa conhecer tecnicamente nenhum sistema, nenhum serviço de tecnologia. O que precisa é saber verbalizar quais são suas necessidades em termos de ferramentas para o time de TI do seu negócio — e para fornecedores externos também.

Por isso é tão importante ter um relacionamento de proximidade com o time de tecnologia. 

Comece a incluir o gerente de TI nos projetos da área, dialogue com ele sobre as principais dificuldades e peça que ele e sua equipe surgiram aplicações e serviços tecnológicos. 

Levante as ferramentas disponíveis — e busque outras, se necessário

Muitas empresas têm uma gama de softwares e hardwares sub-utilizados, especialmente agora que está muito fácil contratar serviços de computação em nuvem. 

Em muitas delas, não é nem necessário passar pela TI para adquirir uma nova ferramenta ou serviço — fenômeno conhecido como Shadow IT.

Antes de partir para a busca de soluções, é interessante fazer um levantamento de tudo o que já existe. Nesta auditoria também você vai precisar do auxílio dos profissionais de TI. 

Feito isso, busque sistemas que vão além das funcionalidades dos processos do dia a dia da operação. 

Dê preferência a soluções com dashboards gráficos e relatórios detalhados, onde seja possível ter insights inteligentes para tomar decisão.

→ Você já conhece as soluções WFN Financing e WFN CASH da Gesplan? Nelas, você consegue gerar e analisar gráficos e relatórios por meio de dashboards de forma ágil, a partir de filtros dinâmicos e intuitivos. 

Potencialize os skills analíticos — seus e da equipe

Mais do que dispor de ferramental tecnológico, no entanto, é importante atualizar suas habilidades analíticas. 

Veja se é o caso de você fazer um curso de análise de dados aplicada aos negócios. Já existem, inclusive, cursos de pós-graduação nessa área.

Também é fundamental contar com uma equipe cuja capacidade analítica seja bem elaborada. Investir nisso vai potencializar a gestão da controladoria orientada a dados. 

E, obviamente, para as pessoas colocarem seus skills em prática, elas precisam ter um certo grau de autonomia; liberdade para olhar para além dos números e compartilhar seus insights. 

Reforce a cultura de só tomar decisões com base nos dados

Por fim, tudo o que dissemos anteriormente só acontece se a organização trabalhar uma cultura mais orientada em dados. 

Isso não acontece da noite para o dia, uma vez que as áreas administrativas/gerenciais tendem a ser um pouco mais conservadoras que TI e Marketing, por exemplo — que geralmente são bastante abertas à inovação.

É interessante fomentar o diálogo sobre o tema com seus colaboradores e, principalmente, ter o apoio da alta cúpula da empresa. 

De zero a dez, em que escala está a controladoria orientada a dados em seu negócio? Aprofunde-se ainda mais neste tema, baixe agora o e-book Tesouraria 4.0!

1 Comentário

  • Rodolfo Izidoro
    Postado 29 de abril de 2020 12:12 0Likes

    Aprendendo a cada novo post. Recentemente participei de um curso intensivo sobre BigData e Machine Learning com Python. Confesso que viajei na maionese rsr, pois percebi que de nada adianta saber extrair os dados e montar os dashboards se a parte mais importante que é a análise dessas informações não seja eficiente por parte do observador/analista. Minha vibe vai mais ao encontro de saber analisar os dados para tomar decisões mais ágeis e mais corretas do que realmente “gastar tempo” desenvolvendo/programando para extrair os dados corretos. Agradeço a dica de buscar cursos como o sugerido: Análise de dados aplicado aos negócios.
    Meu nome é Rodolfo Izidoro, atuo como consultor de negócios e Sistemas, e estou terminando o MBA em Investimentos e Private Banking, e aprender sobre controladoria, Tesouraria e Finanças de um modo geral é o meu objetivo. Agradeço pelos posts, tem sido de uma grande relevância pra mim. Espero algum dia poder retribuir de alguma forma.

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