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Variação das commodities: como contornar as quedas nos preços do milho e soja?

27 Junho 2023

A flutuação econômica das commodities milho e soja podem preocupar o setor corporativo, mas com estratégias eficientes é possível driblar os momentos de queda.

 

No início de junho de 2023, os futuros da soja que vencem no mês seguinte recuavam dois centavos a US$ 13,50 por bushel na CBOT. No mesmo instante, os futuros do milho também cediam dois centavos a US$ 6,06, representando queda de 0,4%.

A tendência de baixa nestes valores pode estar relacionada tanto a uma economia mundial à beira da recessão, quanto à queda da atividade industrial na Europa e a recuperação mais fraca do que o esperado na China depois do fim da política Covid Zero.

Mas fato é que, independente da causa, a volatilidade dos preços dessas commodities exige que as partes interessadas estejam atentas às condições do mercado e tomem medidas adequadas para mitigar os riscos e aproveitar as oportunidades que surgem.

 

O impacto que as variações destas commodities traz para as empresas e o mercado

As flutuações nos valores do milho e da soja tem um impacto mais amplo nos mercados financeiros globais do que se imagina. Isso porque, essas oscilações afetam os índices de ações, as moedas e as taxas de juros em todo o mundo.

No caso de indústrias atuantes no agro, as variações das commodities refletem diretamente na sua rentabilidade, afinal, se os preços caem, os lucros diminuem, tornando mais difícil a obtenção de receita suficiente para cobrir custos de produção. Isso ainda leva a um efeito cascata, repercutindo na redução de investimentos em expansão, na atualização de equipamentos e na contratação de mão de obra.

As companhias de outros segmentos que lidam com negociações internacionais sentem igualmente a volatilidade dos preços, já que as quedas podem gerar disputas comerciais, imposição de tarifas ou barreiras para proteger os interesses domésticos.

Por fim, o Brasil, como um grande produtor e exportador de milho e soja, também lida com pressões cambiais devido à queda nos preços. A redução na receita de exportação dessas commodities afeta a taxa de câmbio, tornando nossa moeda mais fraca em relação às moedas estrangeiras e trazendo implicações para a competitividade de outros setores e para o comércio local.

 

Hedge cambial, NDF e SWAP seriam as soluções para driblar as variações das commodities?

As variações intensas que estão acontecendo com o milho e a soja, exigem que as companhias adotem estratégias eficientes para mitigar os riscos de perda. Nesse contexto, os derivativos e as ações de proteção passam a ser os protagonistas, como é o caso do Hedge, NDF e Swap.

Veja como cada um pode ser aplicado:

  • HEDGE

    Essa alternativa busca trazer proteção, e pode ser implementada tanto em operações físicas, quanto em operações financeiras.

    O Hedge em operações físicas é aplicado por negociações a termo, que nada mais é do que um acordo entre comprador e vendedor que estabelece antecipadamente o preço físico da mercadoria. Ou seja, as partes concordam previamente com o valor que será pago e recebido pelo produto na data futura em que o negócio será finalizado.

Já no caso das operações financeiras, a estratégia pode acontecer de três maneiras:

  1. Mercado Futuro

    Este tipo de hedge fixa o preço do produto em uma Bolsa de mercado futuro, sendo uma forma pela qual um produtor pode se proteger contra a queda do preço físico da soja e do milho, já que ele assume uma posição vendida na Bolsa de Futuros, e se houver uma queda nos preços, os ganhos obtidos serão equivalentes ao hedge realizado.

  2. Mercado de Opções
    Existe também a possibilidade de realizar hedge com o uso de opções, onde é contratado um tipo de seguro contra a volatilidade do preço da mercadoria física. Em outras palavras, se há o risco de queda do commodity na Bolsa abaixo de um determinado valor, o vendedor utiliza uma opção chamada de PUT, na qual ele pode acionar o seguro para cobrir suas perdas.

  3. OTCs
    Hedge OTC, ou Hedge de Balcão, refere-se a estratégias de proteção contra riscos financeiros que são negociadas diretamente entre as partes envolvidas, fora de uma bolsa de valores ou mercado regulamentado. 

  • SWAPS
    As swaps são operações em que há uma "troca" nas posições, em relação ao risco e à rentabilidade entre as partes.

    Aplicado às commodities, esse derivativo consiste em um acordo em que duas partes consentem em trocar fluxos de caixa baseados nos preços do milho e da soja, por exemplo. Esses contratos podem envolver a troca de fluxos de caixa fixos por fluxos de caixa variáveis, dependendo das flutuações nos valores das commodities acordadas.

  • NDF
    Por fim, o NDF é um contrato financeiro que permite que duas partes considerem a diferença entre a taxa de câmbio atual e uma taxa de câmbio acordada no futuro para uma moeda não conversível. Nesse tipo de contrato, não há entrega física da moeda estrangeira no término, sendo liquidado por meio de pagamentos em dinheiro com base na diferença entre a taxa acordada e a taxa de câmbio de referência no vencimento.

     

    O papel da tecnologia inteligente na gestão de operações financeiras em períodos de flutuações

    As empresas que desejam contar com a proteção de commodities e adotar alternativas para mitigação de riscos, certamente necessitam de recursos que proporcionem uma visão em tempo real dos dados relacionados às suas ações e derivativos.

    Nesse cenário, a solução de Operações financeiras da Gesplan traz toda a clareza necessária, automatizando as informações para possibilitar uma gestão acurada, real time e com a máxima confiabilidade.

    Dentre suas diversas funcionalidades, a ferramenta proporciona:

    • Atualização automática de saldos, cotações, taxas e índices;
    • Análises, projeções e gerenciamento de risco através da simulação de cenários;
    • Avançados cálculos automatizados para administração de Derivativos e outras aplicações;
    • Monitoramento e controle da liquidez das operações, endividamento, exposição cambial e outros.

     

    Além disso, a solução Gesplan ainda possui integração com os principais ERPs do mercado, sendo de forma nativa com SAP e Oracle - tudo para tornar a Tesouraria mais inteligente, conectada e intuitiva.

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