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Fluxo de Caixa em Risco: Quais são as decisões estratégicas?

25 Setembro 2019

Para se proteger das incertezas que rondam o desenvolvimento da economia global, as empresas estão utilizando cada vez mais ferramentas com maior complexidade de gerenciamento de risco, a fim de equilibrar melhor a liquidez e se resguardar da volatilidade dos mercados.

Apesar das dificuldades envolvidas em uma mudança na política de cobertura das empresas, o crescimento no uso do Fluxo de Caixa em Risco (CFaR, na sigla em inglês) já pode ser percebido entre tesoureiros corporativos, analistas financeiros e gerentes de risco de companhias globais.

Mais de um terço (34%) desses profissionais já usam CFaR ou Valor em Risco (VAR), 29% estão considerando usá-lo, e apenas 8% nunca ouviram falar a respeito, de acordo com um levantamento feito pela Bloomberg com mais de 100 entrevistados.

Diante do cenário gerado pelo temor de uma guerra comercial envolvendo Estados Unidos e China e sinais de desaceleração do crescimento, vale a pena conhecer melhor os instrumentos de gestão de risco compatíveis com uma maior volatilidade dos mercados para tomar decisões mais conscientes e adequadas ao perfil de cada empresa.

O que é fluxo de caixa em risco?

O gerenciamento de riscos de mercado, de liquidez, riscos operacionais e crédito é um assunto que surgiu no ambiente das instituições financeiras, na década de 1990, mas que, já há algum tempo, vem chamando a atenção de empresas que precisam se proteger das incertezas associadas aos valores futuros do seu fluxo de caixa.

Como o nome sugere, o CFaR é o valor de um fluxo de caixa futuro que tem grande chance de não se realizar, principalmente, por causa dos efeitos da volatilidade nos mercados, mas também, possivelmente, de fatores internos da companhia.

Em outras palavras, o CFaR estima a probabilidade de uma empresa não dispor de recursos para honrar seus compromissos em datas futuras, ou ainda, de a companhia apresentar um Fluxo de Caixa Livre negativo.

Como calcular o CFaR?

O CFaR é um valor estimado a partir de uma análise estatística das variáveis que impactam o fluxo de caixa e da elaboração de um modelo de obtenção de probabilidades específico para cada empresa ou para cada setor, já que as variáveis de impacto não são as mesmas.

Esse tipo de instrumento exige que se teste os resultados e suas variantes ao estresse para que se compreenda melhor o impacto das condições adversas do mercado nos valores futuros do fluxo de caixa.

Também é importante realizar testes retroativos para verificar o quanto o modelo elaborado pode ser confiável ou não em sua “previsão”. Ou seja, fazer estimativas com dados do passado para medir o quão próximo ele chega dos valores realizados em cada período.

É possível estimar valores tanto a curtíssimo prazo, por exemplo, de um trimestre, como para prazos mais longos de até cinco anos.

Os componentes de risco mais relevantes para a gestão do fluxo de caixa são aqueles associados às flutuações de mercado – como a variação de preços em juros, câmbio e commodities, na demanda dos consumidores, na oferta dos insumos – e aos indicadores macroeconômicos – como inflação, crescimento do PIB, taxa de desemprego, renda per capita, entre outros.

Mas as incertezas também podem decorrer de fatores internos, como de riscos operacionais, dificuldades em viabilizar recursos disponíveis como caixa a partir de ativos, possibilidade de não recebimento em financiamentos concedidos aos clientes, entre outros.

Pra que serve?

A maior utilidade do CFaR é ampliar a capacidade de as empresas não financeiras avaliarem quais riscos podem ser enfrentados, evitados ou mitigados em determinado período.

Ou seja, ele permite que as decisões da equipe financeira sejam mais ponderadas e estratégicas.

Com a exposição ao risco identificada e quantificada em relação às variáveis de impacto sobre a empresa, é possível trabalhar o perfil de risco da organização como um todo, ou ainda, de cada setor de maneira separada.

Algumas ações resultantes desses processos são adequar os prazos e termos de pagamento e recebimento às futuras necessidades da empresa, além de outras modificações no perfil das dívidas.

Ainda, é possível adaptar algumas características do programa de investimentos à disponibilidade futura dos recursos, ou verificar a necessidade de se proteger de variações cambiais por meio de hedge, por exemplo.

Assim, o CFaR serve como uma excelente ferramenta para o gerenciamento de risco, oferecendo um ponto de partida e amparando a tomada de decisões nas empresas, sem que se possa tomá-lo, no entanto, como único instrumento de análise do cenário futuro de forma conclusiva.

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