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Nova regra de Marcação a Mercado: O que mudou?  | Gesplan

26 Janeiro 2023

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) fez uma propositura de mudança na marcação a mercado da renda fixa, vigente desde 2 de janeiro de 2023. Os títulos, até então, eram marcados na curva.

Leia também o artigo do blog:  > Compliance: Transparência e segurança na Gestão da Tesouraria

Mas, afinal, qual a diferença entre marcação a mercado e marcação na curva? 

A diferença trata-se da visibilidade do investidor com relação à sua rentabilidade. Na prática, a marcação a mercado traz mais transparência. Veja abaixo:

 

O que é Marcação a Mercado (MaM)? 

A marcação a mercado trata-se do valor real do título em um dado momento. Isso muda todos os dias de acordo com as condições de mercado. A atualização do preço de um título de renda fixa muda em função da atualização nas taxas de juros, nas condições de oferta e demanda pelo ativo, dentre outros fatores, que podem oscilar diariamente, mas as condições fixadas no momento da compra são garantidas caso o investidor leve o título até o vencimento.

 

O que é Marcação na Curva?

A marcação na curva trata-se do preço teórico. Ele é representado pelo valor do título atualizado dia a dia, rendendo nas condições fixadas no momento da compra, e é representado por uma valorização constante.

No entanto, essa ‘estabilidade’ não necessariamente reflete o verdadeiro preço do título. Vender o título no mercado secundário antes do vencimento, o investidor estará exposto às condições de mercado. Neste caso, o preço de venda pode ser diferente do que estava sendo visualizado na carteira. 

Na imagem abaixo, a linha azul representa a rentabilidade teórica (marcação na curva), já a linha amarela, representa o valor real do título no mercado caso o investidor decida vendê-lo antes do prazo final.

 

marcação a mercado x marcação na curva - anbima
Imagem: ANBIMA

Como acompanhar o rendimento do título?

O objetivo da visibilidade da marcação a mercado é deixar o investidor saber os valores que estes títulos estão sendo negociados mais transparentes. Independente do tipo de marcação, há garantia das condições contratadas se levar o título até o vencimento, mesmo que haja variações negativas ao longo do tempo.

Quais títulos são marcados a mercado?

Agora, os distribuidores de investimentos, como bancos e corretoras, passaram obrigatoriamente a disponibilizar para os clientes os valores de referência do mercado para:

  • Debêntures,
  • CRI (Certificados recebíveis Imobiliários)
  • CRA (Certificados recebíveis do agronegócio)
  • Títulos públicos federais adquiridos pela tesouraria (exceto tesouro direto).

Isso vale para investidores Pessoas Físicas e Jurídicas, exceto investidores qualificados.

 

Que títulos não são marcados a mercado?

Os títulos de renda fixa bancária continuam sendo marcados na curva pois, diferente do mercado secundário, os bancos garantem a recompra pelo valor marcado na curva. São eles:

  • CDBs
  • LCI (Letras de crédito imobiliário)
  • LCA (Letras de crédito do agronegócio)
  • FIDICs
  • LF (Letras financeiras)


Mudanças para os bancos e corretoras

  • Fontes de referência

Os valores de referência da marcação a mercado podem ser consultados pelo Anbima Data, pelo Anbima Feed ou outras fontes de preços. A instituição pode usar dados de outras entidades precificadoras ou desenvolver um manual próprio de precificação.

  • Regras de divulgação para os investidores

As informações de preços de referência devem ser atualizadas uma vez por mês ou com maior frequência, que devem constar em todos os demonstrativos direcionados aos clientes.

  • Metodologia de precificação

A instituição deve detalhar os parâmetros e seus critérios de uso no manual de apuração de valores de referência. Esse manual deverá ser registrado no SSM (Sistema de Supervisão de Mercados) da ANBIMA.

 

Mudanças para o investidor

  • Visibilidade dos preços

A marcação a mercado é considerada a maneira mais equilibrada, transparente e confiável de refletir o valor das carteiras, por isso significa maior transparência sobre o real valor do título e mais segurança na projeção de preços. Investidores qualificados (que contam com mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras), se optarem pela marcação na curva, terão que formalizar esse pedido junto à corretora.

  • Oscilação da carteira

Pode ser percebida a oscilação na carteira em decorrência da precificação atualizada, mas esta flutuação é válida para negociações antes do vencimento, no mercado secundário. As condições fixadas no momento da compra são garantidas no caso do investidor levar o título até o vencimento.

 

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Fonte: Anbima

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