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Planejamento Orçamentário sem imprevistos: como prever o futuro da sua empresa

12 Dezembro 2019

Não é fácil fazer um planejamento que possa ser seguido. Imprevistos acontecem e demandam adaptações, sejam gastos que não foram previstos, metas que não foram atingidas ou receitas abaixo do esperado. Mas quando bem feito, o planejamento orçamentário pode servir de ponto de partida para previsões a médio e longo prazo se acompanhado de outros dados. Veja a seguir.

O planejamento de curto prazo pode ajudar a fazer previsões de médio e longo prazo

O orçamento de curto prazo é a base, mas não pode ser completamente extrapolado para o médio e longo prazo. Ele deve ser acompanhado, e pode haver alguma mudança de rumo ao longo do tempo. O planejamento precisa ser dinâmico, podendo ser revisado a cada dois, três meses, e dependendo da economia, ser refeito. É preciso considerar as demandas de produtos ou serviços que a empresa recebe. Muitas vezes se faz um orçamento de curto prazo de acordo com uma demanda e se acha que pode extrapolar para o médio e longo prazo. Essa pode ser uma base, mas é preciso rever o tempo todo. O curto prazo é importante, ele é a base dos outros, mas não pode ser estático.

O Realizado impacta na adaptação do planejamento orçamentário

Comparar o orçado com o realizado é fundamental. Sem isso, não há correção de rumo. No entanto, é preciso ter cuidado com as bases de passado. Elas são fontes de tendências, mas não é porque ocorreu ontem, que irá repetir-se amanhã. Os erros são muito comuns quando analistas fazem previsão de futuro de curto, médio ou longo prazo com base no passado, trazendo tendências do que ocorreu no passado e apontam para o futuro. Para resolver este problema, entra o papel de especialistas, que usam toda a sua experiência profissional para prever o que pode acontecer. Mas não se deve repetir o passado e nem seguir cegamente as tendências, achando que elas irão se repetir, seria como dirigir um carro apenas olhando para o retrovisor. Por isso que o acompanhamento mensal do realizado com o orçamento é fundamental. Ele vai permitindo correções da curva e as tendências de previsão.

A criação de diferentes cenários é essencial

Os cenários entram na previsão do futuro da empresa, no sentido técnico: as projeções baseadas em análises de especialistas fazem previsões em função de experiências, onde se une o painel de tendência e vários especialistas para convergir as opiniões para então montar a base. Só então serão usadas curvas históricas de tendência estatísticas. Então o orçamento é determinado com base em conhecimento, não apenas em histórico. Além disso, os cenários devem ser revistos o tempo todo. Todo dia se tem um futuro novo em função de uma guerra, uma ação política ou um boicote comercial, por isso é essencial o acompanhamento da conjuntura econômica dia a dia para que a previsão orçamentária possa ser adaptada.

Premissas de maior impacto

O orçamento começa a partir da expectativa de vendas. E acertar essas previsões é a ciência menos exata e mais suscetível a variações. Se você tem uma empresa de produtos ou de serviços, é preciso prever tudo que você vai vender, saber qual a segmentação financeira do público que você quer atingir, qual o seu mercado, qual é o seu concorrente, qual a área de influência, o Market Share que você vai atingir, para poder fazer as previsões dos quantitativos. Depois entra o preço, quanto será cobrado pelo produto para atingir esses objetivos. A planilha orçamentária inclui custos, impostos e outras coisas, mas a receita ainda é o mais importante.

Afinal, o que é mais importante ao fazer o planejamento orçamentário?

A primeira coisa que se deve ter em mente na hora de fazer o planejamento orçamentário é que ele pode e deve ser constantemente atualizado de acordo com as mudanças da conjuntura econômica. Em segundo lugar, é preciso ser realista. Há uma tendência natural das empresas a mostrarem previsões orçamentárias mais otimistas, mas até mesmo um sistema para auxiliar em uma visão mais próxima da realidade pode estabelecer uma margem de erro muito menor para uma gestão de riscos com menos impasses no futuro.

Fonte: Marcus Quintella, coordenador do MBA de Empreendedorismo da FGV, em entrevista concedida à Gesplan em dezembro de 2019.


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