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Tesouro Direto | Aplicações Financeiras para empresas

06 Outubro 2022

Um investimento que há alguns anos vem sendo discutido e apontado como uma opção segura e razoavelmente rentável para indivíduos e organizações é o Tesouro Direto. 

Lançado em 2002 pelo Tesouro Nacional como forma de democratizar o acesso da população ao mundo dos investimentos, este título é, resumidamente, uma forma do governo captar recursos de investidores, recompensando-os por meio de pagamento de juros. Com liquidez diária e diversos prazos e modalidades de remuneração, o Tesouro Direto está presente no portfólio de iniciantes e também de investidores e organizações experientes, como forma de diversificar e proteger seu patrimônio.

Por conta de sua flexibilidade e segurança, é uma aplicação de renda fixa que deve ser considerada, especialmente por quem quer evitar grandes riscos e garantir um retorno previsível ao longo do tempo. Entenda aqui como ele funciona e descubra quais opções de Tesouro Direto são mais atraentes para você e sua empresa.

 

As categorias de Tesouro Direto

Antes de investir, é importante conhecer o funcionamento deste título e as modalidades oferecidas.

A ideia por trás deste investimento é captar recursos e, essencialmente, ao comprar o título, o investidor está emprestando dinheiro para o governo por um tempo determinado, recebendo seu investimento de volta somado a um lucro sobre ele na forma de juros. Este retorno varia de acordo com a modalidade escolhida dentre três possibilidades:

Prefixado

Com esta opção, o investidor sabe a taxa de retorno e tem uma visão precisa de quanto poderá resgatar dentro do prazo determinado. Com investimentos a partir de R$36,69 e resgate previsto para 01/01/25, esse tipo de título promete retornos interessantes na casa de 12% ao ano, um valor razoável considerando a quase nulidade dos riscos envolvidos. 

A categoria de “prefixados” ainda se divide em dois, sendo:

  • O LTN, que possui fluxo de pagamento simples, ou seja, o investidor faz a aplicação e recebe o valor de face (valor investido somado à rentabilidade), na data de vencimento do título;
  • O com Juros Semestrais, chamado também de NTN-F, onde o rendimento da aplicação é recebido pelo investidor ao longo do investimento, por meio do pagamento de juros semestrais (cupons de juros).

Pós-fixados (SELIC)

Aqui, o retorno é variável pois está atrelado à taxa básica de juros, a SELIC, com um percentual adicionado sobre ela, o qual muda de acordo com o prazo de resgate (neste momento, as opções são 2025 e 2027, sendo o segundo o mais rentável). Assim, o retorno não é conhecido imediatamente, somente os cálculos que serão realizados para definir o valor pago ao investidor.

Híbridos (IPCA)

Este formato traz uma parte de remuneração definida no momento da contratação e parte atrelada ao IPCA, que é variável. É uma forma de unir a previsibilidade dos prefixados, com a possibilidade de ganhos maiores no variável, fazendo desta uma opção mais flexível que as anteriores. Ela é, também, a que oferece variedade de opções:

  • O IPCA+, ou NTN-B Principal, o qual possui fluxo de pagamento simples, onde o investidor faz a aplicação e resgata o valor de face na data de vencimento do título;
  • O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B), que funciona do mesmo modo do NTN-F comentado anteriormente na categoria de prefixados, tendo também os cupons de juros semestrais.

Calculando a rentabilidade do Tesouro Direto

Para poder fazer uma escolha segura e realmente alinhada às necessidades específicas de cada negócio, é recomendável entender como é feito o cálculo da rentabilidade do título, trazendo uma imagem mais clara do retorno a ser esperado.

Primeiramente, é importante destacar que a rentabilidade no Tesouro Direto é anual; isso significa que o retorno em cada modalidade de investimento é expresso ao ano. Assim, para estimar o seu retorno mensal, basta dividir a taxa anual por 12. 

Contudo, deve-se levar em consideração que o resultado pode variar ao longo desse período, especialmente nos modelos ligados às categorias híbridas e pós-fixadas, justamente por conta da volatilidade de mercado desses ativos. 

Especificamente, estas variações estão atreladas ao comportamento da taxa Selic no futuro. Assim, a rentabilidade no Tesouro Direto mensal pode ser negativa, exceto nas modalidades prefixadas, onde já se conhece o valor do retorno na contratação.

 

Quando – e por que – investir em Tesouro Direto?

Possivelmente uma das questões mais importantes na decisão do investimento é: qual o momento de investir? E mais: por que eu devo investir neste título, em particular? A resposta aqui está ligada à segurança das finanças, sobretudo em caso de empresas.

Embora todas as companhias saibam que deixar dinheiro parado na conta é sinônimo de prejuízo, nem todo investimento resultará em lucro. Mesmo que as ações e fundos multimercados possam gerar mais retornos, seus riscos são mais altos, e isso afasta as empresas deste tipo de investimento, por não estarem dispostas a lidar com a possibilidade da perda. 

Por outro lado, ao investir em Tesouro Direto, o risco pode ser praticamente eliminado, sem comprometer a liquidez dos valores aplicados.

Isso significa que a organização pode garantir bons rendimentos e ainda assim manter sua verba facilmente disponível em casos emergenciais, preservando tanto sua agilidade quanto sua rentabilidade. Diante disso, este título se mostra uma excelente opção para todas as ocasiões onde os juros praticados pelo governo são superiores à inflação, ou mesmo quando uma organização pretende criar ou aumentar a sua reserva de emergência.

 

Mitos e verdades sobre o Tesouro Direto

Muito se fala sobre este investimento, mas nem tudo é verdade. Confira aqui algumas afirmativas interessantes sobre este título e saiba mais sobre a veracidade de cada informação:

  • Só vale investir no Tesouro Direto com taxas de juros alta

Mito. O Tesouro Direto tem várias vantagens, como citado acima, e pode ser uma opção atraente por sua flexibilidade e sua segurança. Contanto que os juros estejam acima da inflação, já vale a pena pensar nele.

  • Bom para investir a curto, médio e longo prazo

Verdade. Com rentabilidade anual e liquidez diária, ele é uma opção atraente para diversos prazos e objetivos.

  • Só vale a pena investir grandes valores

Mito. Embora os retornos não sejam extremamente altos, ele é uma forma interessante de garantir rendimentos com pouco risco e já pode ser contratado com pouco mais de R$30,00, não sendo restrito e nem recomendável apenas para grandes somas.

  • Quanto mais tempo o investidor permanece com o título, menos Imposto de Renda paga

Verdade. O imposto cobrado nos investimentos em títulos públicos é regressivo, ou seja, quanto mais tempo você deixar o dinheiro na aplicação, menos pagará de IR.

  • Tesouro direto é somente para perfis conservadores

Mito. Mesmo em perfis agressivos, é interessante ter ativos mais resilientes e seguros para proteger a carteira em momentos de baixa, e o Tesouro Direto é uma boa opção para isso.

  • É preciso uma Instituição Financeira para começar a investir

Verdade para empresas. Embora uma pessoa física possa investir diretamente neste título, pessoas jurídicas não têm esse direito. Para isso, é necessário investir por meio de uma corretora ou banco.

 

Vantagens e desvantagens de investimentos em Tesouro Direto

Depois de pensar nos mitos e verdades sobre esta aplicação, é importante avaliar também as vantagens e as desvantagens que ela pode oferecer:

    • Por “vantagens” podemos considerar:

      • Fácil aplicação: seja através do site do Tesouro Direto ou por aplicativos de corretoras e bancos, é fácil começar a investir, ampliar seus valores ou resgatá-los, sem burocracia e na hora.
      • Segurança: estes títulos são emitidos pelo governo, que é o órgão máximo do país, e, portanto, a possibilidade de quebra do Estado é muito baixa – mais baixa do que a de outras instituições financeiras – fazendo com que seja praticamente garantido o resgate dos valores aplicados.
      • Resgate diário: para quem precisa de agilidade, há títulos com a possibilidade de liquidez diária, o que significa que é possível solicitar o resgate do seu dinheiro no Tesouro Direto a qualquer momento, garantindo o valor na mão sempre que necessário.
      • Necessidade de baixo capital: em certos títulos, é possível investir com valores a partir de R$30,00, o que garante a praticamente qualquer um poder desfrutar desta aplicação, tendo as mesmas vantagens oferecidas a quem investe valores maiores.
  • Já pelo lado das “desvantagens”, temos:

    • Taxas e impostos: qualquer investimento no Tesouro Direto tem uma taxa de 0,30% sobre o valor investido que vai a B3, organização que opera este investimento para o Tesouro Nacional. Esse percentual está acima do banco ou corretora, é um valor referente à própria bolsa de valores brasileira.
    • Atenção aos custos de corretagem: há corretoras mais caras que cobram 0,50% de corretagem sempre que se negocia um título do tesouro, o que reduz a margem de lucro do investidor. Como estes valores mudam e é necessário investir a partir de uma organização financeira, é interessante pesquisar antes de optar por um fornecedor.
    • Mesmo sendo baixo, há riscos: como qualquer investimento, o Tesouro Direto tem seus riscos, como mudanças nas taxas de juros, insolvência da  corretora e outros. Fique sempre atento ao cenário e ao mercado para proteger seus investimentos e evitar os problemas que podem surgir.

 

Praticidade e lucro reunidos: isso é o Tesouro Direto

Como podemos ver, o TD (Tesouro Direto) é uma ótima opção para indivíduos e organizações que querem investir com bom grau de retorno, pois une praticidade e valores consideráveis de rendimento. Tendo títulos que possibilitam o resgate do valor quando necessário, essa é uma boa opção mesmo em casos onde há instabilidades no negócio e a empresa saiba que em pouco tempo pode precisar do montante.

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